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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Primeira colisão entre satélites da história

Ilustração da mancha de objectos espaciais feita pela Agência Espacial Europeia

O primeiro “beijo de morte” de dois satélites em órbita

12.02.2009 - 12h04 Dulce Furtado

Aproximaram-se à velocidade vertiginosa de mais de 670 km/h. A colisão era inevitável: um satélite comercial norte-americano de comunicações e um satélite russo não operacional deram o “beijo de morte” em órbita – no primeiro acidente do género no espaço – a quase 800 quilómetros de distância da Terra, algures sobre a Sibéria, revelou hoje a NASA.
O acidente, já confirmado também pelas autoridades espaciais russas, ocorreu na terça-feira e os peritos consideram que não inspira riscos de ameaça séria à Estação Espacial Internacional (ISS).
Os cientistas da NASA varrem agora os céus, em operação de zelosa vigilância, para garantir que a brutal nuvem de detritos provocada pelo embate não se torna num problema maior. “Vão passar-se semanas, pelo menos, antes de termos noção da verdadeira magnitude destas vagas de detritos”, alertava a agência espacial norte-americana, colocando no topo das preocupações o impacto que os detritos possam ter na multiplicidade de satélites de comunicações e de monitorização meteorológica que vagueiam àquela altitude na atmosfera. (...)
Pelo início de 2009, a NASA mapeava quase 18 mil pedaços de detritos na órbita da Terra – considerados apenas os que têm um tamanho igual ou superior a 10 centímetros –, os quais estão permanentemente sob a atenção da Rede norte-americana de Vigilância do Espaço, instituição sob tutela militar que detectou as duas nuvens de detritos provocadas pela colisão de terça-feira.
O fantástico robô-lixeiro Wall-E, do filme animado de ficção científica com o mesmo nome, teria já hoje sérias dificuldades em sair da órbita terrestre sem algumas mossas provocadas por restos de satélites mortos ou partes de rockets que explodiram no espaço.
As autoridades espaciais indicam, consensualmente, que o volume de lixo espacial tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, parcialmente devido à destruição intencional de velhos satélites já fora de operacionalidade. A NASA considera até que a situação atingiu um nível de tal gravidade que constitui hoje a maior ameaça aos vaivéns em voo – superior já aos perigos de descolagem e de regresso à Terra.

Podes ler a noticia completa em: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364923

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Dióxido de carbono em planeta extrasolar


10 12 2008 11.53H

A descoberta do telescópio espacial da NASA supõe um passo importante na pesquisa de vestígios químicos de vida extraterrestre.


Vera Esteves destak@destak.pt


O telescópio espacial Hubble descobriu dióxido de carbono na atmosfera de um planeta extrasolar (exoplaneta) que gravita ao redor de outra estrela, como o Sol, informa a NASA na sua página da Internet.
A Agência Espacial norte-americana diz no seu comunicado que a descoberta supõe um importante avanço na busca de vestígios químicos de vida extraterrestre.
O dióxido de carbono significa, segundo o investigador da NASA Mark Swain, uma descoberta emocionante, já que “nas circunstâncias adequadas, poderia estar relacionado com a actividade biológica, como ocorre na Terra”.
Os compostos orgânicos podem ser também um subproduto dos processos vitais e a sua presença em planetas similares à Terra poderia supor a primeira evidência de vida fora do nosso mundo.
A temperatura no HD189733b, como passou a ser referido o exoplaneta, é, de acordo com a NASA, demasiado elevada para albergar vida, mas a observação do telescópio prova que é possível medir a química básica para a vida em planetas que orbitem à volta de outras estrelas.
Este exoplaneta é do tamanho de Júpiter e encontra-se a 60 anos luz da Terra. Não é a primeira vez que capta a atenção dos cientistas, pois há um ano atrás, astrónomos da Suíça e da Finlândia anunciaram que, pela primeira vez, haviam detectado a luz que um planeta extrasolar reflectia da sua estrela.
No início deste ano, o Hubble detectou metano na atmosfera do HD189733b e outras observações prévias realizadas pelos telescópios espaciais Hubble e Spitzer tinham encontrado vapor de água neste planeta.